DYNASTY


Os Dynasty surgiram em Março de 96, com o objectivo de divulgar uma mensagem de paz e harmonia, baseados no evangelho de Jesus Cristo, utilizando como meio musical o heavy metal.

Em ‘97 lançaram com bastante sucesso a demo "Into Righteousness". Depois seguiram-se vários concertos no seu pais natal (Brasil) e convites para actuar na Argentina. Este ano lançaram o CD-Demo, "The Angels Return".

Para conhecer melhor este quinteto Brasileiro a New Beginnings falou com Filipe Duarte, o homem responsável pelo baixo.

New Beginnings: Qual a vossa dinastia ?

Dynasty: Bom, este nome surgiu da ideia de que somos Dinastas de Jesus Cristo. Em outras palavras, da mesma família dele.

NB: Como é que surgiu a ideia de formar uma banda de índole cristã ?

Dynasty: Quem colocou em prática todo o processo de formação da banda foi o Daflas, que a fundou em março/96. Mas logo após o lançamento da primeira demo, ele saiu fora, por motivos pessoais. Então foi ele quem iniciou com a ideia de formar uma banda dentro do estilo musical que gostava, com a finalidade de engrandecer o nome de Jesus. Logo após mais pessoas abraçaram esta visão, como o Nahor, e o Anderson, e assim iniciaram a banda naquela época. Mas podemos dizer que praticamente o DYNASTY teve uma carreira iniciada a partir de Agosto/97, no lançamento da primeira demo tape.

 

NB: Desde a formação da banda tem havido alguns problemas de line-up. Porque ?

Dynasty: Bem, eu acho que este é um problema até comum entre as bandas underground. Mas no nosso caso, cada um que já esteve na banda e saiu, teve seus próprios motivos. Inclusive a entrada de novos músicos na banda sempre contribuiu para que ela evolui-se. De qualquer forma, as alterações ocorrem sempre independente da nossa vontade.

NB: Segundo a vossa press-release os quatro temas de originais da demo-CD "The Angels Return" são regravados. Porque tomaram tal opção e não incluíram temas novos? Os que estão na demo representa a actual sonoridade da banda ou já à novas ideias ?

Dynasty: Houve a ideia de regravar estas quatro músicas, por que foram as que mais se destacaram da demo tape, e nós já a tocávamos com arranjos novos, então surgiu a ideia de regravá-las, pois de facto estas novas versões representam a nova sonoridade da banda. E ao mesmo tempo nós temos também novos temas já compostos que já tocamos nos shows à algum tempo, e ainda estamos em processo de composição de músicas novas que farão parte do nosso 1º cd oficial, que deverá ser lançado no ano que vem. The Angels Return tem a finalidade de arrecadar fundos para as despesas com este Cd.

NB: Para além dos quatro temas de originais, o CD ainda inclui duas covers, uma de Blooodgood e Barren Cross. Porque é que decidiram interpretar tais bandas? Hoje em dia esta muito na "moda" fazer CD's de tributo a bandas consagradas,.... mas porque é que achas que essa "moda" ainda não chegou a cena cristã ?

Dynasty: Bom, eu não participei directamente da escolha destes covers, mas creio que seja por que simplesmente, nós sempre tivemos um carinho muito especial por estas duas bandas. Já era uma ideia antiga tocar estes covers.

Quanto aos cd's tributos, já houve duas bandas cristãs de renome que tiveram seus tributos, que foram o Stryper e o Mortification. De uma forma geral, o meio cristão ainda é muito atrasado em relação ao secular, principalmente aqui no Brasil. Não sei se esta "moda" de cd's tributos chegará um dia ao meio cristão, se um dia isso acontecer, que seja para engrandecer o nome de Jesus, e evoluir o meio cristão como um todo.

NB: Sendo os Dynasty uma banda cristã decerto que já passaram por situações difíceis. Fala-me de uma delas. Tal acontecimento vós fez pensar em desistir ?

Dynasty: Sem dúvida que já passamos por inúmeras situações difíceis, que já nos fizeram pensar em desistir. Tenho certeza de que todas as bandas que estão aí, se tivessem desistido na primeira vez que deu vontade, com certeza a banda teria durado muito pouco. Coisas mínimas do tipo, ignorância de algumas pessoas para conosco, falta de consideração de pessoas não cristãs, etc..., a gente recebe o tempo todo. Posso destacar um caso em particular, que foi certa vez quando fomos contratados para tocar em um evento secular, mas cujos organizadores não eram exactamente profissionais, então nós dedicamos todo um tempo nosso para ensaios deste evento, e no dia a gente ficou praticamente por conta, só que quando chegou na hora, o público foi um fracasso!!! Nós não tocamos, mas mesmo assim pregamos o evangelho naquele lugar.

NB: No vosso site vocês tem algumas fotografias em que aparecem ao lado de elementos dos Angra. Qual a vossa relação com eles. O que é que eles acham da vossa música ?

Dynasty: Nós não temos uma relação de amizade com os integrantes do Angra. Aquela foto foi tirada após o show que eles fizeram aqui em Belo Horizonte, portanto não sabemos o que eles acham do nosso trabalho, pois também não creio que eles o conheçam, apesar de termos dado à eles nosso k7 neste dia. Eu pessoalmente sou um grande admirador da música deles.

NB: A medida que vou conhecendo melhor a cena cristã tenho notado que nos EUA e no Brasil tem muito mais força que na Europa, enquanto que, no meu ponto de vista, na cena secular acontece precisamente o contrario. Porque tal acontece ?

Dynasty: Bom, em se falando de Heavy Metal, pode até ser sim. De fato a Europa ainda não exportou grandes nomes do metal cristão. Mas eu creio que esta realidade venha mudar em breve, pois bandas como Deuteronomium (Finlândia), Lightmare (Germany), e Ashen Mortality (England) e principalmente o Narnia (Sweden), tem mudado este fato. Mas de um modo geral a Europa é muito carente do pondo de vista cristão como um todo, pois vejo que aí é muito mais valorizado o lado oculto e sombrio dentro da música pesada. Mas vale dentro da música pesada. Mas vale lembrar também que a Australia também é um grande exportador de Heavy Metal Cristão. Quanto ao Brasil, de facto agora, nós temos aqui bandas realmente boas, como Antidemon, Amos, Stauros, Dynasty, entre outras.

NB: Em todas as entrevistas da "New Beginnings" peço às bandas a sua opinião sobre temas polémicos. Diz-me o pensas sobre pena de morte, liberalização das drogas e sobre o sucesso do Padre Marcelo.

Dynasty: Bom, quanto à pena de morte nós somos radicalmente contra, pois se a gente tem como finalidade promover a paz e a harmonia, não creio que seja com o recurso da pena de morte que iremos conseguir isto. Não se pode combater violência com violência, pois violência tem que ser combatida com a paz. Os USA tem a pena de morte liberada em vários de seus estados, e continua sendo um dos países mais violentos do mundo, (se não o mais).

Quanto à liberação de drogas, só me é possível falar a partir das perspectivas daqui do Brasil. Muito tem se feito em termos de campanha para se liberar o uso da Maconha, mas com certeza isso seria algo desastroso, pois poucas pessoas tem a noção de que a maconha, especificamente falando, é uma droga perigosa sim, e muitas pessoas não se tocam pra esta realidade, achando que é só uma "erva natural" e que não pode fazer nenhum mal. Se for assim, o veneno de uma serpente, também é natural e pode matar em alguns minutos. Somos contra o uso, e a liberação de qualquer tipo de intorpecente ou aditivo.

Quanto ao Padre Marcelo, eu não sabia que até aí em Portugal ele tá fazendo sucesso. Bom, na minha opinião ele tem sido usado por vários veículos de comunicação aqui no Brasil para fins lucrativos, através da venda de Cd's, e anúncios.

NB: Últimas palavras a "New Beginnings" .....

Dynasty: Gostaríamos de agradecer pela força que vocês estão nos dando, e aos leitores do New Beginnings, gostaríamos de deixar uma mensagem de muita paz: Existe alguém que se importa muito com a sua vida, e quer ter uma forte amizade íntima com você. Este alguém é Jesus Cristo, pois ele entregou sua vida para que hoje nós pudéssemos conhecer à Deus na sua plenitude. Peça a Jesus que entre no seu coração hoje. Muito obrigado pela atenção de vocês, visitem o nosso site: www.dynastyband.cjb.net, e adquiram o nosso material. Esperamos um dia poder tocar em Portugal. Um grande abraço à todos.

 


In "New Beginnings nº3"